RIO - O delegado da Polícia Federal de Angra dos Reis, Fábio Galvão, disse nesta quinta-feira que as 12 pessoas detidas quarta-feira, por extração ilegal de areia às margens do Rio Peque-Açu, em Paraty, vão responder por crimes ambientais e usurpação de bem público da União que, juntos, geram uma pena de até 5 anos de prisão. Entre os suspeitos, está o subsecretário de Obras do Município, Marcelo Antônio, o único que foi preso. Ele pagou fiança de R$ 1.500 e responderá ao processo em liberdade. As investigações começaram no ano passado. De acordo com o delegado, os caminhoneiros e peões que trabalhavam na retirada da areia - um deles primo do prefeito de Paraty, João Carlos Porto Neto - afirmaram, em depoimento, que tinham sido contratados pela prefeitura e, portanto, acreditavam estar executando um serviço dentro da lei. Por isso, eles foram liberados. Marcelo Antônio foi apontado como a pessoa responsável pela contratação e também como o coordenador das atividades na área considerada de preservação ambiental. Além dele, outros secretários - cujos nomes não foram divulgados pela PF - e até mesmo o prefeito serão investigados. Neto chegou a ir até o local onde acontecia a diligência da polícia.
Garagem da prefeitura armazenava areia
Os agentes federais descobriram que a areia retirada da região estava sendo utilizada para tapar buracos da cidade, em obras de casas populares patrocinadas pelo município e até mesmo em residências privadas. O prefeito deverá ser chamado a prestar depoimento.
















