Uma proposta brasileira para incluir o pau-rosa na lista de produtos controlados pela Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora (Cites) foi aprovada ontem em Doha, no Catar, em uma conferência de 175 países.O pau-rosa é uma árvore da Amazônia ameaçada de extinção, cujo óleo é usado como essência na formulação de vários perfumes na Europa e nos Estados Unidos, entre eles o famoso Chanel N.º 5.A espécie entrará para o Anexo 2 da convenção, o que significa que todos os processos de exportação e importação do óleo passarão a ser monitorados e certificados de acordo com padrões internacionais de sustentabilidade estabelecidos pela Cites. A proposta ainda precisa ser votada na plenária final da conferência, no dia 25. Mas já foi aprovada em votação simbólica ontem, segundo informou ao Estado o diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama, José Humberto Chaves."Foi uma votação unânime", disse Chaves, que faz parte da delegação brasileira em Doha. "A chance de (a proposta) não ser aprovada é praticamente nula."
O Brasil é o único produtor de óleo de pau-rosa. A exploração começou na década de 1920, e o produto chegou a ser o terceiro colocado na pauta de exportações da Amazônia, atrás da borracha e da castanha. Nos anos 1960, a produção chegou a 500 toneladas/ano, mas declinou com a chegada de uma versão sintética do linalol (principal substância aromática do pau-rosa) e da descoberta de outras espécies com essências semelhantes.
















