Isabela Vieira Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro
O gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) Cairuçu, em Paraty, no sul fluminense, Eduardo Godoy, admite que está com equipe reduzida, sem nenhum fiscal, o que favorece o avanço de empreendimentos imobiliários sobre a Mata Atlântica e motiva denúncias de moradores tradicionais contra condomínio de luxo. Com essa situação, ele explica que o órgão acaba delegando a terceiros, “de modo informal”, a fiscalização da ampliação e reforma de casas caiçaras dentro da reserva, como faz com o Condomínio Laranjeiras, que controla e até mesmo impede a entrada de material de construção para as comunidades da Praia do Sono e de Ponta Negra. “Temos que controlar a expansão da ocupação nessas vilas. Não temos como estar lá no local sempre. Quem nos ajuda a ter esse controle, apesar de sabermos que não está perfeito, não está rodando bem ainda, é o Condomínio Laranjeiras, porque os barcos saem dali”, afirmou em relação a marina que fica dentro da propriedade.

















