
A criação de pastos e a ampliação das lavouras de soja, que é ingrediente das rações bovinas, ameaçam a Floresta Amazônica
*Débora Didonê, Leandro Sarmatz, Priscilla Santos e Yuri Vasconcelos
Indiretamente, sim. “Para criar pastos, muitos pecuaristas recorrem ao desmatamento de florestas e de outros biomas, como o cerrado”, afirma Marisa Dantas Bitencourt, professora do Instituto de Biociências da USP. Segundo a organização não-governamental Viva!, que atua em defesa dos animais, 70% das áreas desmatadas da Amazônia são usadas para criação de pastos.
Existe, ainda, outro fator que associa o consumo de carne ao desmatamento. “Boa parte da soja plantada em áreas de florestas, como a Amazônia, é utilizada para produção de farelo, matéria-prima da ração do gado criado confinado em curral”, diz Marisa. Para contornar o problema seria preciso um rígido controle sobre a origem da carne bovina e da ração do gado.
O que há hoje, segundo o Ministério da Agricultura, é um acordo em que agricultores se comprometem a não expandir a área destinada ao plantio de soja e um debate entre pecuaristas e frigoríficos sobre um possível acordo em que a Embrapa monitoraria pastos via satélite – assim, seria possível saber se há expansão de pastagens para áreas de florestas.
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Indiretamente, sim. “Para criar pastos, muitos pecuaristas recorrem ao desmatamento de florestas e de outros biomas, como o cerrado”, afirma Marisa Dantas Bitencourt, professora do Instituto de Biociências da USP. Segundo a organização não-governamental Viva!, que atua em defesa dos animais, 70% das áreas desmatadas da Amazônia são usadas para criação de pastos.
Existe, ainda, outro fator que associa o consumo de carne ao desmatamento. “Boa parte da soja plantada em áreas de florestas, como a Amazônia, é utilizada para produção de farelo, matéria-prima da ração do gado criado confinado em curral”, diz Marisa. Para contornar o problema seria preciso um rígido controle sobre a origem da carne bovina e da ração do gado.
O que há hoje, segundo o Ministério da Agricultura, é um acordo em que agricultores se comprometem a não expandir a área destinada ao plantio de soja e um debate entre pecuaristas e frigoríficos sobre um possível acordo em que a Embrapa monitoraria pastos via satélite – assim, seria possível saber se há expansão de pastagens para áreas de florestas.