O Rio de Janeiro é o estado que mais vem perdendo áreas recobertas por Mata Atlântica em todo o país, restando apenas 10% com relação à cobertura florestal original. Paraty, no entanto, é o município que concentra os maiores remanescentes da Mata Atlântica do estado, sendo integralmente tombado pelo IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), pelos seus atributos arquitetônicos, históricos, culturais, naturais e paisagísticos.
Em seu território encontra-se o maior Parque Nacional da Mata Atlântica (Serra da Bocaina), a APA do Cairuçu, a Reserva Ecológica da Juatinga e outras unidades de conservação, todas em fase de planejamento para sua implantação, viabilizada por meio de parcerias entre governo, ONGs e iniciativa privada.
Estabelecido como importante centro de turismo nacional e internacional, Paraty sofre anualmente o impacto das queimadas que destroem sua biodiversidade, poluem a atmosfera e degradam a paisagem local.
Um dos vetores destas queimadas anuais é a Rodovia Rio-Santos, que atravessa o município por uma extensão de 70 km e que tem suas margens cobertas por capinzal de fácil combustão na estação seca.












